Cibeli não quer ler mais nada. Algo vem a sua mente, ela se lembra do pai:
“Aqui está o valor que você me pediu. Acho muito caro para um curso de dois meses, mas eu entendo. Aproveite bem. Você sabe muito bem que este curso é o mais perto que você vai chegar de uma Universidade. ”
Ela se lembra de Erik:
“Você acha que é fácil conviver com uma mulher fria na cama como você, que finge gostar de sexo desde que nos conhecemos como fez comigo está noite? Você devia agradecer estas moças casuais em minha vida. Só por causa delas você não está sozinha. ”
Ela se lembra de Dacnar:
“Eu tenho um porta-retratos com a foto de minha primeira falecida esposa. Uma mulher especial. Nós não tivemos filhos, mas ela era uma batalhadora que me ajudou a construir meu futuro, além de ser uma paixão inesquecível. Uma mulher simples, sem posses, mas foi decisiva em minha vida afetiva por motivos que guardarei sempre só para mim. Eu sempre durmo com a foto dela em cima de meu criado mudo. Algum problema? ”
Ela escuta novamente os risos histéricos. Ela sabe o que é. São os alunos da UERJ rindo dela. As risadas ficam mais fortes, ela as escuta claramente. Senta-se na cama desesperada e leva a sua cabeça aos joelhos. Tampa com as mãos seus ouvidos. Não adianta, os risos ficam cada vez mais fortes. (Eu estou ficando louca). Ela pensa em agonia. Algo vem claro a sua mente, é Argus:
“- Veja se não consegue estragar o dia de mais ninguém por hoje, se isto for possível. ”